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Visita ao cemitério da Recoleta e porque não indicamos!

Sempre que falávamos que iriamos em Buenos Aires nos falavam que era imperdível conhecer o cemitério da Recoleta, particularmente nunca tive vontade (nem o Marcel) e não criei muitas expectativas, pois sempre tivemos dificuldade em ver um cemitério como atração turística, sempre ficamos pensando nos familiares dos que ali estão sepultados. Quando cheguei a cemitério da Recoleta avistei uma menina pisoteando em cima de um túmulo para chegar próximo a estátua do anjo, aquela visão só reforçou minha opinião sobre o local, é preciso respeito e senso crítico nos lugares. Mas viajar é se abrir à novas experiências, e resolvemos deixar a nossa opinião de lado e ver o lado artístico e histórico do cemitério.

O cemitério da Recoleta é um grande ponto turístico de Buenos Aires, famoso por suas esculturas e abóbadas, que são verdadeiras obras de arte de artistas renomados, e pelas celebridades políticas, sociais e artística que estão sepultadas. O cemitério possui mais de 70 esculturas que foram consideradas Patrimônio Histórico Nacional e está localizado no moderno e famoso Bairro da Recoleta.

Espere ver muito mármore, luxo, grandes e impressionantes esculturas nos jazigos das famílias aristocratas de Buenos Aires, assim como muitos turistas tirando fotos e alguns até subindo nos túmulos e abraçando as estatuas. Além disso, vimos vários túmulos abertos, alguns é possível ver a ossada, muitos gatos ariscos e pombos.

Ao chegar no cemitério na entrada eles fornecem um mapa com os principais túmulos do cemitério como o da Eva Peron, que já foi Primeira Dama é continua sendo muito querida por todos, considerada uma heroína pela nação, o túmulo dela está sempre com flores. Uma dica, se tiver interesse na história de Evita há um Museu dedicado a ela, penso que é muito mais interessante do que o seu túmulo.

Outro túmulo famoso é o de Liliana Crociati, que tem a escultura da jovem com seu cachorro, uma triste história. Ela morreu na sua lua de mel quando estava na Áustria, e seu cachorro Sabu morreu no mesmo dia em Buenos Aires, o pai da Liliana encomendou as estatuas em homenagem a filha. É tradição encostar a mão no focinho do cachorro para voltar mais vezes a Buenos Aires.

O grande túmulo verde de Elisa Brown, conhecida como a noiva do Rio da Prata também é um dos mais visitados. Ela se matou meses depois de saber da morte de seu noivo Francis, ele morreu na batalha de Monte Santiago, inconsolada Elisa se jogou no Rio da Prata e morreu afogada usando o vestido que usaria em seu casamento.

Uma história que chamou muito a nossa atenção foi a de David Alleno, ele era coveiro do cemitério da Recoleta e tinha o sonho de ser enterrado ali. Ser enterrado no cemitério da Recoleta era uma questão de status, o cemitério era destino da alta aristocracia portenha e de grandes nomes políticos, mesmo assim David economizou uma vida toda para conseguir ser enterrado na Recoleta. Ele inclusive encomendou sua lápide na Itália e um detalhe importante é que a lápide tinha o ano de sua morte.  Quando este ano chegou ele se matou, para estrear a lápide e realizar seu sonho. Muito triste.

O cemitério possui visitas guiadas que acreditamos ser a melhor opção para quem não abre mão de conhecer esse famoso ponto turístico.

Buenos Aires além de ser repleta de atrações é a uma das cidades que mais possui museus do mundo, então nossa opinião é que a cidade tem muitas opções melhores para conhecer e passar o tempo da sua estadia do que no cemitério, essa é uma opinião pessoal. Na dúvida, vá e tire suas conclusões. 😉

Se for, tenha respeito pelo lugar e o que ele representa para tantas famílias. Não pise nos túmulos, não tire flores e não sensualize nas lápides, sim vimos tudo isso lá! Acho que antes de sermos turistas, viajantes… somos humanos e devemos ter respeito para com os outros.

E você conhece o cemitério da Recoleta? Gostou? Compartilhe com a gente a sua opinião 😉

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Um dia nos Bosques de Palermo – Buenos Aires

Depois de passarmos os últimos dias nas tranquilas e acolhedoras cidades do Uruguai, chegar em Buenos Aires com trânsito, barulho e dirigindo a Grandonna foi algo um pouco tenso. A nossa sorte foi que fizemos uma escolha acertada no roteiro e resolvemos começar por Palermo. Estacionamos na frente do Planetário que fica localizado nos Bosques de Palermo, aos poucos fomos nos acalmando e se encantando com a região.

Os Bosques de Palermo

Palermo é considerado por muitos o melhor bairro de Buenos Aires, pela nossa breve experiência na cidade, saímos com a mesma impressão. Muita área verde, florido, repleto de atrações ao ar livre, uma região que aparenta tranquilidade e é frequentada não só por turistas, mas também por muitos locais.

Passamos o dia nas atrações do Parque 3 de Febrero, mais conhecido como Bosques de Palermo. Era sábado e algumas ruas próximas ao parque estavam fechadas para carros, logo elas foram tomadas por pessoas andando de skate, patins, bicicleta, correndo… enfim, por breves momentos até esquecíamos que estávamos na capital da Argentina, em uma cidade grande. Era contagiante aquele clima descontraído e relaxado no ar.

Bosque de Palermo é um conjunto de parques localizado no cruzamento da Av. Sarmiento e Av. Del Libertador, foi inaugurando em 1875 e é com certeza o parque mais frequentado de Buenos Aires. São 400 hectares muito bem cuidados, possui um planetário, um rosedal, três lagos, zoológico, jardim japonês entre outras atrações.

Começamos conhecendo a Parque do Rosedal, me encantei com a charmosa ponte que leva até o mais belo jardim de Buenos Aires, são mais de 18.000 mil rosas de diferentes espécies todas catalogadas e bem cuidadas.

Além disso, um elegante e clássico pergolado, um mirante e uma fonte formam o pátio Andaluz, este foram doados pela cidade de Sevilha, em 1929, e tudo isso deixa o parque ainda mais encantador.

No parque também tem o Jardim dos Poetas, com bustos de poetas argentinos e internacionais como Dante Alighieri e Antonio Machado.

Após passearmos pelo Parque das Rosas fomos em direção ao Planetário Galileu Galilei. Estávamos com altas expectativas já que nunca tínhamos ido em um, e o espetáculo mais que supriu elas. Pagamos ARS$ 120 (aproximadamente R$20) por pessoa e o show durou 45 minutos, super recomendamos. No local além da apresentação também há um museu.

Felizes com o grande show do planetário fomos fazer um piquenique no parque, há muitos espaços propícios para isso e vimos muitas famílias e grupos de amigos fazendo o mesmo. O nosso estava uma delícia e a paisagem ajudava muito, como fomos no final do verão os plátanos já estavam caindo, muito lindo.

Então, fomos no final do verão e foi o dia mais quente da viagem, a temperatura chegou a 34°C. Mesmo com o calor insuportável (parecia muito mais quente) estávamos muito afoitos para conhecer os encantos de Palermo. Decidimos ir até o Jardim Japonês. Gostamos tanto do local que vamos fazer um post só para ele 😉

Depois de ficarmos horas no Jardim Japonês voltamos passeando pelos parques que não tínhamos passado antes, contemplando as esculturas e monumentos da cidade. Já era final da tarde e nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que estavam na rua praticando esportes. Uma cena realmente linda e colorida, resolvemos finalizar esse dia passeando mais uma vez pelo Rosedal e contemplamos o cair da tarde lá. Simplesmente um dia perfeito!

Fizemos tudo caminhando e com bastante calma, desfrutando e respirando a natureza ao meio dessa imensa cidade.

Outras atrações dos Bosques de Palermo

Jardim Botânico: Esse não deu tempo de ir, mas ele fica na frente do Zoológico tem 5 hectares de área verde, com mais de 5.500 espécies de árvores e plantas de diferentes regiões do mundo, divididas por pátios. Ele foi declarado Patrimônio Histórico Nacional e a entrada é gratuita.

Zoológico: Esse nós não fizemos questão de ir, mas ouvimos que ele está sendo convertido em um Eco Parque, o que consideramos uma ótima notícia, ele está fechado para visitação, sem data de retorno.

Museu da Evita: Este eu gostaria muito de ter conhecido, Eva Perón é uma grande heroína da Argentina, conhecida pelas causas sociais, pelo seu trabalho com os menos favorecidos até hoje é uma pessoa muito querida pelos argentinos. O museu que leva seu nome, retrata fases de sua vida através de pertences pessoais, roupas, documentos e muitos vídeos, ele fica próximo ao Jardim Botânico. O museu também conta com um restaurante charmoso e a entrada é 15 pesos, possui a opção de visitas guiadas em português, espanhol, inglês e francês e custa 35 pesos.

Essas são as principais atrações de Palermo, amamos o nosso dia lá <3

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Um encontro com a Mafalda em Buenos Aires <3

A Mafalda é um personagem incrível do artista cartunista Quino, a menina revolucionária e contestadora que sonha com a paz mundial tem 54 anos e sua estreia foi em 29 de setembro de 1964. Desde então está presente na Argentina e no mundo.

Conheci as tirinhas da Mafalda ainda na escola nos livros didáticos e virei fã na hora, quanto mais eu crescia melhor entendia suas tirinhas e questionamentos.

Uma estátua em sua homenagem está localizada na esquina das ruas Chile e Defensa, em frente a residência nº 371, antigo endereço de Quino. Hoje é a esquina mais famosa de San Telmo.

Mafalda despontou no mundo como símbolo de um tempo de mudanças em todo mundo. Sempre questionando e abordando temas como liberdade, rótulos, comunismo, posição da mulher, vida, política, guerras… Mafalda representa o anticonformismo da humanidade segundo Quino.

Quando chegamos próximo a esquina em que ela está, avistamos ela no banco, a Susanita e o Manolito junto, que emoção!  Vimos também a longa fila para tirar fotos com eles. Como era algo que eu queria muito, pegamos a fila e tiramos umas fotinhos com ela no banco, muito legal ver ela ali na cidade que faz parte de suas histórias.

Quase em frente ao banco com sua estatua tem uma loja da Mafalda cheia de itens e lembrancinhas que fazem os olhos brilharem, com o nosso orçamento curto acabei não comprando nada, mas a vontade era grande…

Vivemos fortes emoções em Buenos Aires, essa é uma das memórias mais doce que levo da cidade. Quem nos acompanha no Instagram sabe do que estamos falando, não nós segue ainda?! Vai lá e acompanhe a viagem em tempo real 😉

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3 dicas infalíveis para economizar no Ushuaia

Que o Ushuaia não é um destino barato todo mundo sabe, assim como a cidade é linda, incrível e apaixonante. O jeito então para viajantes que viajam no melhor estilo low cost, assim como nós, é achar formas de economizar na viagem para não deixar de aproveitar o fim do mundo.

Alimentação

Uma das formas de economizar e muito na viagem até a Terra do Fogo é ir as compras no mercado e assim garantir uma boa economia na alimentação. O Ushuaia tem excelentes restaurantes e a qualidade acompanha o preço. Ou seja, é inviável para um orçamento enxuto fazer todas as refeições em bons e caros restaurantes. Então, ir ao mercado além de poder ser um bom passeio para conhecer produtos diferentes é uma ótima opção de economia.

Mercados do Ushuaia:

La Anonima – uma rede de mercados que tem algumas unidades no Ushuaia e possui uma boa variedade de produtos, preços bons e alguns tem até comidas prontas a quilo. Sabe aquele vinho, aquela cervejinha, não tem restaurante que bata o preço do mercado.😉

Carrefour – no mesmo estilo das lojas do Brasil, com muitas opções de produtos, inclusive outros departamentos como decoração, souvenires e vestuário.

Padarias – Padarias são ótimas opções para comprar algo para o café da manhã e o café da tarde.

Dica extra: Sempre que for fazer um passeio de um dia inteiro, vá ao mercado antes e compre água e lanches, pois nos destinos é sempre mais caro ou até mesmo não haver nada.

Hospedagem

Depois das passagens, a hospedagem geralmente é o segundo maior custo da viagem. O Ushuaia tem hotéis fantásticos de encher os olhos, mas aplico aqui a mesma regra da alimentação, não é necessário ficar todos os dias em um hotel.

Couchsurfing

Uma das opções que utilizamos e nos proporcionou uma experiência riquíssima foi o Couchsurfing, que apesar de ser algo que ajuda no orçamento, não deve ser tratado somente como isso. O Couchsurfing é basicamente uma rede social em que moradores locais abrem suas casas para viajantes, tudo é feito através do aplicativo. Muito mais do que uma experiência econômica é um intercâmbio cultural, pois você tem a experiência genuína de alguém que mora no destino, enfim uma experiência muito legal que resultou em ótimos amigos no Ushuaia.

Os amigos especiais que fizemos no Couchsurfing <3

Hostel

Todo mochileiro sabe, todo viajante econômico utiliza. Os hostels são sempre uma boa opção para economizar, se for reservar prefira os que possuem cozinha para fazer as refeições assim já ajuda na alimentação também. 😉

Equilibre os Passeios

Equilibre o seu roteiro entre passeios pagos e gratuitos e garanta a economia, sem deixar de conhecer os locais desejados. Nós não temos nada contra agências, bem pelo contrário, vemos que muitas vem se especializando para ofertar produtos diferenciados de alta qualidade, tudo em prol de oferecer a melhor experiência ao seu cliente, porém como sempre estamos com o orçamento curto geralmente fazemos por conta própria os passeios.

A dica para o Ushuaia é sempre estudar muito bem o passeio e ver a possibilidade de fazer de forma independente, uma ótima forma é perguntando na central de informações ao turista, eles foram bem sinceros com a gente.

Alguns passeios como a o Trekking ao Glaciar Martial, o Trekking da Laguna Esmeralda e a trilha até a cachoeira Véu da Noiva fizemos sozinhos. Aliás, esse é um grande ponto positivo do Ushuaia, tem muitas atrações que são gratuitas. É só questão de se organizar e pesquisar antes.  Passeios como a navegação são obrigatoriamente feitos por uma agência, sempre pesquise e faça mais que um orçamento antes de decidir.

Trekking Laguna Esmeralda – Gratuito!!

Essas foram as táticas que utilizamos para ficar 15 dias na cidade, aproveitando muito e mantendo o orçamento low cost.

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Trekking Glaciar Martial – Simplesmente Imperdível

Mais da nossa experiência no Ushuaia nos destaques do stories no Instagram.  

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Laguna Esmeralda – O Trekking mais lindo do Fim do Mundo

Quem nos acompanha no Instagram viu pelos stories os trekkings maravilhosos que fizemos no Ushuaia (está tudo salvo nos destaques <3). E de todos eles a Laguna Esmeralda foi a nossa preferida.

Nós estávamos com muita expectativa para conhecer a Laguna Esmeralda, afinal somos encantados por atrações naturais e essa era uma das principais.  Queríamos fazer em um dia de sol para ver ela em todo seu esplendor, esperamos alguns dias chuvosos, e como não havia previsão de sol pela frente, saímos em direção a laguna assim que o tempo estiou. E ainda bem que as coisas não saem como o previsto, já aprendemos que quando isso acontece tem grandes chances de ser muito melhor do que o planejado, e este desta vez não foi diferente!

O Marcel disse que eles não tiveram muita dificuldade em colocar o nome na Laguna, e é verdade, uma grande laguna cor de esmeralda, com uma cachoeira onde inicia um rio que tem águas ora azuis ora verde, rodeada de grandes montanhas rochosas com picos nevados e um grande glaciar, sim é incrível. A água da Laguna é de degelo do Glaciar Ojo del Albino, a coloração verde ocorre pelos minerais presentes nas rochas que são carregadas para a água durante o degelo.

A trilha tem ao total 9,6 Km e o tempo estimado para fazer e voltar é 4 horas.

Lógico que isso é extremamente subjetivo, já que depende do seu ritmo, se você vai parando, velocidade da caminhada, enfim, é só para ter uma ideia. Nós, como gravamos, fotografamos, paramos para contemplar, brincar, tomar agua, comer (hehe) sempre levamos mais tempo. Mas considere por segurança que você precisa de no mínimo 3 horas antes de escurecer. Falamos em todos os posts de trekking, mas é sempre bom reforçar, não esqueça de voltar antes de anoitecer. É extremamente perigoso e desaconselhado voltar de trilha a noite. Lógico que se você estiver com um guia talvez isso não te preocupe, mas como costumamos fazer sem guia é nossa responsabilidade ficar atento a estes detalhes.

Por falar em guia, tem várias agências de turismo que fazem o passeio até a Laguna Esmeralda, nos fizemos sozinhos pois a trilha é de certa forma demarcada (tem pontos que não), mas principalmente pois temos nosso próprio ritmo (com as gravações e fotografias), vi grandes grupos assim como pessoas sozinhas fazendo a trilha. Eu (Ju) acho faria sozinha só em último caso, pois meu senso de direção é péssimo e teve horas que não tinha sinalização nenhuma do caminho, mas junto com o Marcel foi tranquilo. No inverno acho que faríamos com agência já que a neve pode aumentar muito o nível de dificuldade (passamos por pequenos lagos congelados que com neve podem se tornar uma armadilha).

O importante é não deixar de ir, porque é realmente um destino imperdível.

Como chegar

A trilha inicia em um estacionamento gratuito para deixar o carro, a margem da Ruta 3, única estrada que leva até a cidade do Ushuaia. O estacionamento está a 19km do centro da cidade.

Se não estiver de carro na cidade é possível pegar um transfer em vans, elas saem do terminal na Av. Maipú, essas vans têm vários pontos da cidade incluindo o Cerro do Glaciar Martial 😉 como eles tem horários marcados é melhor se informar um dia antes 😉 o valor do transfer ida e volta estava ARS 300,00. Também é possível pegar táxis, mas acredito que o valor seja mais alto e sempre tem a opção de pedir carona (hacer dedo como dizem), uma prática muito usada na Patagônia. Uma dica para carona é tentar pegar na entrada da cidade, pois os carros reduzem e param no posto de polícia, então fica mais fácil de ser visto e de alguém parar (além de ser mais seguro).

A estrada até lá é lindíssima e você já vai se inspirando.

A Neve

Antes de entrar em detalhe sobre a trilha, deixa eu compartilhar a minha felicidade. Quando chegamos ao estacionamento começou a nevar e foi aquela alegria. Tínhamos pego um pouquinho de neve no Glaciar Martial, mas nada comparado a quantidade de neve que estava caindo, foi lindo e muito emocionante para nós que estávamos presenciando aquilo pela primeira vez. Durante toda a trilha nevava por alguns minutos e depois parava, o caminho ficou incrivelmente mais belo com neve, todo lugar nos arrancava suspiros.

Nós já estávamos com as jaquetas impermeáveis quando saímos de “casa” (da casa da Moni), mas quando começou a neve resolvemos colocar as calças impermeáveis (ao estilo de motociclista) e isso fez toda a diferença, pois choveu muito nos últimos dias e pegamos muita, mas muita lama na trilha. Tinha lugares que não tinha caminho que não afundasse o pé na lama quase até o tornozelo. Fica a minha indicação para botas impermeáveis, a minha não era e fiz grande parte da trilha toda com os pés molhados.

Também indicamos muito o uso de bastões de caminhadas (mesmo que seja apenas um, como nós usamos), eles ajudaram bastante na trilha já que o terreno estava alagado e nunca sabíamos onde podíamos pisar.

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AC 35 Inter Assistência médica USD 35.000 Bagagem extraviada USD 1.200 R$ 15/dia*
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AT 60 INTER Assistência médica USD 60.000 Bagagem extraviada USD 1.500 R$ 20/dia*

A Trilha

  • 1º Parte

A trilha começa em um bosque lindo, essa primeira parte não tem como se perder já que o caminho é bem demarcado, foi ai que a neve começou a apertar e rapidamente tudo ficou branquinho.

  • 2º Parte

Saímos do Bosque e chegamos a uma clareira linda, com sol! Sim sol e neve, vai entender o tempo na Terra do Fogo! A visão das montanhas iluminadas pelo sol, as árvores com as folhas coloridas e o caminho branquinho de neve são imagens que levaremos sempre conosco.

Caminhamos e chegamos a uma área aberta, onde é possível ver bem certinho as montanhas que estavam a frente, uma placa explica certinho qual é qual e o processo de criação delas, algo de milhões de anos atrás.

Naquele ponto também vimos algumas castoreiras (construções tipo represas feitas por castores), não chegamos a ver nenhum castor, pelo ouvimos eles aparecem no entardecer/noite.

  • 3º Parte

Essa parte apelidamos de lama no bosque, o nome diz tudo, hehe. A turba nesta parte está ainda mais fofa, tem muita lama e a trilha é meia confusa, nos “perdemos” por uns minutos, na verdade não nos perdemos mas eu desconfiei que o caminho não seria aquele devido a quantidade de lama e tal, mas sim, aquele era o caminho e logo percebemos que estávamos no caminho certo.

  • 4º Parte

Essa é a pior e mais bonita… sempre assim né?

Você sai do bosque de lama e chega a um lugar aberto, com um rio super lindo originário da Laguna Esmeralda, ali você ja tem uma amostra da laguna. Essa parte é a mais difícil porque inicia a subida propriamente dita e quando fomos não tinha uma trilha definida, vimos pessoas indo por um lado, outras por outros, outras voltando de outro… é um grande banhado e cada um faz um caminho. Passamos por pequenas lagoas congeladas e apesar da dificuldade em sempre ter que cuidar onde pisa, a paisagem toda é muito bonita.

A Laguna Esmeralda

Chegamos a laguna no meio de uma nevasca, ventava forte e caia neve como nunca tínhamos visto, quando chegamos mal conseguíamos ver ela direito de tanta neve, não levou 15 minutos para a neve parar e sair um sol, a neblina sumiu e a Laguna se revelou para a gente com todo o seu esplendor.

A laguna tem águas esverdeadas e azuis, lindíssima. Ao seu redor lindos montes nevados que refletiam em suas águas, simplesmente incrível. Almoçamos lá e ficamos bons momentos admirando a paisagem. Quando a temperatura começou a baixar (parece que quando a neve começa descongelar é que realmente esfria) resolvemos voltar, felizes e certos que tínhamos conhecido o lugar mais lindo do Ushuaia.

Já foi a Laguna Esmeralda? Compartilhe com a gente a sua experiência. Ficou com dúvidas? Só deixar nos comentários que responderemos o mais breve possível.

Em breve o vídeo deste dia no nosso canal do YouTube. 😉

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Glaciar Martial – Trekking Imperdível no Ushuaia

Resolvemos fazer o trekking Glaciar Martial no início da tarde, íamos fazer no início do dia, mas como o Ushuaia tem um tempo imprevisível, amanheceu chovendo, a previsão era chuva o dia todo e no final da manhã o sol estava lindo, vai entender?!

E como não dá para desperdiçar um belo dia de sol nesse lugar incrível, fomos em direção ao Centro da Montanha Glaciar Martial que fica a 7km do centro do Ushuaia. Fomos até lá com a Grandonna em uma estrada cinematográfica, como é fantástica as cores do outono aqui na Terra do Fogo!

Estrada até o base do Glaciar Martial

O Centro da Montanha Glacial Martial é um lugar lindo, só aumentou a expectativa para o trekking. No centro tem uma charmosa Casa de Chá com várias opções de chá e uma lojinha com vários souvenires fofos. As passarelas brancas constratam com a casa vermelha e as várias cores de árvore, se não tivéssemos uma trilha pela frente com certeza ficaríamos algumas horas ali apreciando, filmando e fazendo fotografias.

O passeio até o Glaciar Martial é realizado por várias agências mas também pode ser feito sozinho, nós optamos por fazer de forma independente principalmente pelo orçamento e também porque como gravamos e fotografamos temos nosso próprio ritmo. No geral achamos a trilha super tranquila para fazer, talvez no inverno como fica tudo nevado seja prudente vir com uma agência e com equipamentos mais propícios por questão de segurança .

O Centro da Montanha é uma estação de esqui no inverno, pelo que pesquisamos ela é mais voltada para iniciantes. Tem um teleférico que leva até uma parte da trilha, pelo que conversei com o guarda do parque ele fica ativo somente na temporada de esqui. Quando fomos ele estava desativado.

Para quem vai de forma independente como nós, a primeira coisa a se fazer antes de iniciar o trekking é ir até o centro de informação ao turista e receber a explicação do guarda, assim como o mapa.  Apesar de ser uma subida ao Glacial tem alguns caminhos diferentes que podem ser seguidos e é comum alguns podem estares fechados por uma situação climatica. Toda essas informações você consegue facilmente no central de informações ao turista, além disso, lá também possui banheiros gratuitos.

Início do Trekking!

O trekking até o Glaciar pode ser divido em 3 partes, nós começamos a trilha por meio de um bosque costeando um rio super fotogênico que nos gerou lindas fotos, além de vários momentos para contemplar a paisagem. Esta etapa é uma subida e paramos uma vez para tomar água e relaxar.

Na segunda parte entramos no espaço onde é a chegada do teleférico e o inicio da descida da pista de esqui (desce em direção ao inicio do parque, ou seja, na direção do caminho que percorremos até ali), como não tinha neve parecia apenas uma estrada larga de pedras, a partir dali a trilha é tranquila e por vários momentos até esquecemos que estávamos em um trekking .

Ao final da 2 etapa e início da terceira tem um espaço com bancos e uma placa indicando que estávamos praticamente aos pés do glaciar, a vista dali já era deslumbrante, mas estávamos determinados a ir até o final, ou pelo menos até onde conseguirmos com os nossos equipamentos. Na placa informava que a trilha até o Glaciar continuava e que aquele trecho é considerado difícil e levava aproximadamente mais 60 minutos. E lá fomos nós.

Nessa etapa já começamos a passar por trechos que tinham neve acumulada, como nunca tínhamos visto neve foi uma emoção, eu estava com muitas expectativas que lá encima talvez nevasse um pouquinho. Essa terceira fase é realmente a mais difícil, proporcional a sua beleza também, passamos por lagos com camadas de gelo, lindo! A cada metro que subíamos mais deslumbrante ficava a vista para a cidade do Ushuaia, como uma janela que ia se abrindo, quanto mais alto mais visão e isso só nos incentivava mais.

Os metros finais do trekking são ao lado do precipício, uma parte neve na outra um estreito caminho para passar, tudo isso nos deixava ainda mais animados. Uma dica, bastões de caminhadas não são extremamente necessários mas ajudam muito nesta fase, eles nos salvaram de alguns tombos. A subida é de 45 graus.

Chegar ao ponto mais alto da trilha é sempre um sentimento único, é uma emoção misturada com orgulho de estar lá envolta de muita gratidão por tamanho privilégio. Podemos visitar milhões de cidades mas acredito que nada nos deslumbrará mais do que as obras da natureza, de um lado o Glacial com a sua montanha imponente do outro a vista mais perfeita da cidade do Ushuaia moldurada pelas suas montanhas.

Fomos uma pouco mais do que a trilha para brincar na neve, fotografar, sorrir à toa hehe a 1º vez na neve é inesquecível. Já era quase 17 horas e estava na hora de voltar mais quem disse que queríamos?! Correndo o risco de descermos uma parte no escuro ficamos mais um pouco e ainda bem, porque começou uma chuva fininha que logo se transformou em flocos de neve! Pensa em uma alegria!! A tão sonhada neve chegou e foi realmente a cereja do bolo do nosso dia incrível.

Dicas Práticas para o trekking:

  • Não subestime o frio e o vento da montanha, na cidade pode estar agradável mas o clima lá em cima é outra e muda muito rápido;
  • Se estiver levando equipamentos como câmeras, celulares e afins leve capas para protege-los da chuva, pode chover a qualquer momento;
  • Acredito que pode ser tranquilo fazer a trilha de tênis, quando não estiver nevando lógico, mas botas de trekking ainda são as mais indicadas;
  • Leve pouco peso, a trilha é rápida e não exige muita bagagem;
  • Leve algo para comer para dar energia para volta hehe;
  • Leve uma garrafa de água e vá enchendo no caminho, água não falta;
  • Nós fizemos no outono, eu não abriria mão de luvas e gorro;
  • Calcule o tempo de volta para não voltar no escuro, isso serve para qualquer trekking 😉
  • Tome cuidado com a neve, embaixo dela pode ter gelo e é extremamente escorregadio,  vimos algumas pessoas caindo feio;
  • Siga a trilha, não tente fazer caminhos diferentes.

E aí já foi no Glaciar Martial? Compartilhe com a gente o que encontrou por lá!

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Abraços e boas viagens!

Ju & Marcel

 

 

 

 

Colonia del Sacramento – A Cidade mais encantadora do Uruguai

Sabe aquele que lugar que de tão maravilhoso você quer que todo mundo conheça? Então, é exatamente assim que eu me sinto com Colonia del Sacramento, eu me apaixonei pela cidade nos primeiros minutos que cheguei nela e lamentei na época poder ficar só algumas horas… agora na Expedição mesmo com o cronograma todo corrido devido as reservas no Chile, nós passamos 2 lindos dias nessa cidade que tanto me inspira.

Um pouco da História

A cidade que tem origem portuguesa e grande influência espanhola, foi fundada em 1680 por Manuel Lobo, nessa época o Uruguai ainda fazia parte do Brasil e tudo era colônia de Portugal. Durante os anos a cidade alternou entre o domínio português e espanhol. A influência dos dois países é visível na arquitetura, na cultura, nos lindos e artísticos azulejos, na decoração, na rua… enfim uma pequena cidade portuguesa/espanhola antiga as margens do Rio da Prata, assim é o centro histórico da cidade.

Aliás, Colonial del Sacramento tem uma posição estratégica privilegiada localizada as margens do Rio da Prata, já foi considerada uma espécie de chave para os rios, pois daquele ponto era possível controlar o acesso das embarcações aos rios Uruguai, Paraná e Paraguai.

Em 1995, Colonia del Sacramento recebeu o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial pela UNESCO.

Como Chegar

A cidade está a 180 km de Montevideo, o caminho até ela é pela Ruta 1, a estrada é pavimentada e estava em excelentes condições em março de 2018.

Nosso Roteiro

A primeira coisa que tem que se fazer ao chegar na charmosa cidade é reduzir o ritmo, aqui não é um lugar para se ter uma lista de lugares para visitar e dar check, é muito mais um lugar para relaxar, se perder pelas ruelas de pedras, entrar nas mais variadas e autênticas lojinhas e galerias de arte que surgem, algumas sem placas, outras você entra não sabendo exatamente onde é… assim é conhecer Colonia, uma surpresa em cada cantinho.

Tivemos a sorte, e considero o privilégio, de estacionar a Grandonna dentro do centro histórico, na frente da Plaza Mayor ou 25 de Mayo, a principal do centro. A vista da minha janela era o farol de Colonia, ahh que lindos lugares que a Grandonna nos possibilita dormir.

Se você gosta de história, a minha primeira dica é começar indo no Centro de Informação para pegar o mapa da cidade, que tem em detalhes o mapa do centro histórico com principais museus e atrações, assim você conhece os locais e já se inteira mais sobre eles. No mapa também tem um roteiro sugestivo enumerado para seguir, nós não seguimos ele a risca, lembra que o legal é se perder pelas ruelas?! Mas o mapa foi de grande ajuda para perceber onde não tínhamos conhecido ainda.

Colonia já foi uma cidade toda murada, ainda hoje se conserva o portão da cidadela e os bastiões da muralha, que são 4, o Bastión de San Miguel, Bastión de San Pedro, Bastión de Santa Rita e o Bastión del Carmen eles dão a volta em todo o bairro histórico. Quando se atravessa o portão da cidadela que antigamente era uma ponte elevadiça, se tem a impressão de volta ao tempo.

A primeira rua que fomos andar foi a famosa Calle de los Suspiro, ela é muito fofa, mas esqueça o romantismo quando passar por ela, pois o nome tem uma origem mórbida, diz a lenda que a rua se chama assim pois era a rua onde passava os escravos que iam ser mortos e ali eles davam seus últimos suspiros, tenso né. Hoje ela é uma rua charmosa, mantém ainda seu pavimento original de pedras, possui um charmoso restaurante e uma galeria de arte com quadros lindos.

Depois disso fomos atrás do azulejo de San Gabriel, a cidade é cheia deles e eu particularmente adoro procurar os azulejos dos anjos e santos. Ali onde fica o azulejo do San Gabriel é o Paso Gabriel local ideal para ver o pôr do sol.

Aliás, uma curiosidade é que Colonia del Sacramento está apenas a uma hora de distância de barco de Buenos Aires, a travessia é feita pelo Buquebus e muito turistas fazem isso. Uma forma de conhecer outro país com a comodidade do barco. Achei os preços salgados,  principalmente para levar a Grandonna, mas se estiver com pouco tempo de viagem é uma opção prática.

Depois de passear pelo Paseo de Gabriel fomos até o farol e a antiga ruína do convento de São Francisco que foi destruído pelo incêndio em 1704, onde em 1845 iniciou-se as obras no mesmo lugar do farol de Colonia. Sua construção acabou ficando parada devido a grande guerra, voltando em 1855 e foi finalizado em 1857, funciona até hoje e existe a visitação que custa 25 pesos uruguaios.

Do farol passeamos pelas ruelas, entramos nas galerias de arte, nos restaurantes charmosinhos… mas acabamos optando (com uma força do orçamento orçamento) por voltar a um lugar que tínhamos conhecido na outra viagem, que vendia o tradicional Choripan Otonello, um restaurante estilo barraquinha de lanches que vende desde 1953, o melhor lanche de rua que comemos no Uruguai.

A lanchonete fica na Avenida General Flores perto do Centro Histórico, nessa avenida há  várias opções de restaurante e lojas além de mercados, fruteiras e também as empresas de aluguel de carros e carrinhos de golfe, acho que deve ser divertido conhecer a cidade com o carrinho de golfe, apesar de ser tudo muito próximo.

Ah não deixe de passear pela avenida General Flores para contemplar as lindas árvores que fazem contraste com a estrada de pedra.

Com os nossos lanches em mãos, resolvemos fazer um piquenique na Playa Mayor quase em frente a Grandonna, com vinho, alfajor e choripan fizemos um agradável e divertido piquenique.

Depois fomos conhecer o restante do centro histórico. Colonia tem vários museus, um dos mais interessantes na minha opinião é o Museu do Azulejo, que expõe uma coleção de azulejos franceses e espanhóis, além dos primeiros feitos no Uruguai, a cidade é repleta dele em pontos estratégicos. Além deste, tem o Museu Municipal, o primeiro de Colonia que está em um edifício de 1731 que foi restaurado pelos espanhóis em 1793 e exibe várias peças da época colonial.

Passear pela Rambla de Colonia é sempre um bom passeio, assim como sentar nas muretas clássicas brancas para ver o por do sol. Que lindo espetáculo!

Foram dois dias assim, aproveitando a cidade no seu ritmo, tirando milhões de fotinhos, gravando na cidade mais charmosa do Uruguai.

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Concorda com a gente que esta é a cidade mais romântica do Uruguai?

Beijos,

Ju & Marcel

 

 

 

 

20 coisas que aprendemos em 60 INTENSOS dias de viagem

Olá Viajantes, quem está acompanhando a nossa aventura sabe que esses 60 dias de viagem foram insanos, desafiadores e maravilhosos. Intenso é uma ótima definição para a Expedição até agora, e eu e o Marcel resolvemos compartilhar com vocês 20 coisas que aprendemos e percebemos neste período. =)

1º – A estrada é imprevisível, não importa o quão bom for o seu planejamento sempre acontece algo que te surpreende;

2º – Tem sim gente ruim e mal-intencionada, mas a grande maioria das pessoas são boas e sempre tem alguém para te ajudar em um aperto;

3º – A intuição aflora muito na estrada e você aprende rapidinho que é melhor leva-la a sério;

4º – O medo e a precaução se utilizado em doses corretas são ótimos aliados a sua segurança;

5º – O mundo é maior e mais incrível do que imaginávamos;

6º – Tanto os horários quanto os dias da semana não controlam mais os nossos dias, você almoça as 15:00, trabalha em um domingo e faz trilha na segunda e só percebe se olha para o relógio/calendário;

7º – Usar roupas confortáveis e quentinhas é a ordem natural das coisas, você para de se preocupar se está repetindo muito as roupas e até se elas estão combinando;

8º – Você aprende que precisa de muito pouco para viver, muito menos do que tem;

9º – Você começa a refletir sobre suas convicções na vida, a viagem te mostra as coisas sobre outras perspectivas.

10º – Poucas coisas na vida vão te fazer mais realizado do que chegar ao cume de uma montanha ou completar um trekking com seu próprio esforço.

11º – Você vai aprender que as vezes uma bebida quente pode ser só o que você está precisando para ficar feliz (isso vale muito para a Patagônia);

12º – O melhor tempero é a fome (e cominho hehe) e não existe “não como isso” na estrada, ainda mais quando é ofertado gentilmente por alguém.

13º – A sua relação com a gratidão vai mudar, pequenos gestos ganham muito mais intensidade. Aliás, achamos que a estrada humaniza mais as pessoas;

14º – Você percebe que era cheio de manias e a estrada acaba com praticamente todas elas; (Eu Ju usava uma toalha de banho apenas uma vez depois tinha que lavar haha hoje tenho uma para viagem toda);

15º – Você valoriza mais a pessoa que está ao seu lado, aumenta a cumplicidade, a parceria e admiração. E olha que achávamos que era impossível aumentar;

16º –  A estrada te traz lindos e preciosos amigos, e a cada despedida você sente o coração doer;

17º – É possível sobreviver com massa e atum e ainda ser muito feliz;

18º – O sorriso é uma linguagem universal e abre muitas portas, além de começar novas amizades;

19º – Você está tão feliz e realizado que vai querer que todos peguem a estrada e não perde a oportunidade de incentivar as pessoas a fazerem isso;

20º – Você fica mais forte, se desafia e vive intensamente as escolhas que fez.

E você já aprendeu algo em uma viagem? Compartilhe com a gente 😉

Cumbres del Martial – Ushuaia – Argentina

A Villa de Montanha Cumbres del Martial está localizado na cidade de Ushuaia na Argentina, na base do Cerro onde inicia a trilha que leva até o Glaciar Martial, sim este hotel está localizado aos pés de um dos maiores atrativos do Ushuaia e isso o confere paisagens belíssimas. A localização do hotel é um dos pontos fortes dele, mas está longe de ser o único.

O Hotel possui 6 habitações superiores e 4 cabanas super luxos, exclusividade e cuidado em cada detalhe é algo perceptivo quando se entra em um dos quartos.

Habitações Superiores

As Habitações Superiores têm vista panorâmica para o canal do Beagle e para o bosque, uma área super charmosa que leva ao jardim, quando chegamos estava nevando o que deixou o jardim todo branquinho, um espetáculo. Além disto, possui uma cozinha completa com louças, micro-ondas, geladeira, panelas, tudo novinho. A cozinha é uma verdadeiro diferencial para qualquer um que goste de cozinhar já que tem uma vista que inspira e muito.

As habitações têm 36 metros quadrados, possuem cama King Size, lençóis de puro algodão e um enorme edredom de pluma, com calefação em todos os cômodos, possui ainda banheira, toalhas e amenities do próprio hotel, televisão a cabo e wifi.

As Cabanas Super Luxo

Como o próprio nome já diz, espere ser surpreendido com o luxo, conforto e harmonia do ambiente com a natureza, em uma cabana com arquitetura legítima patagônica. A sensação é que o bosque te abraça, já que grandes janelas de vidro contornam a cabana deixando a grande hidromassagem ainda mais fabulosa. Mimos como sais de banho, taças, máquina de café, mantas estão à disposição dos hospedes.

A Casa de Té

Uma boutique de chá, restaurante e pâtisserie clássica e tradicional na cidade, com doces e tortas fantásticas, pratos salgados além de um cardápio com mais de 40 chás goumert. A Casa de Té é aberta ao público e possui um cardápio delicioso voltado para delícias invernais como fondue, sopas, pastas além é lógico dos maravilhosos doces.  Com uma decoração encantadora e delicada, a sensação é estar em casa de bonecas nos alpes, a vista é deslumbrante, as lareiras, e as confortáveis poltronas acolhem a todos que chegam.

Anexo ao restaurante fica uma loja boutique com artefatos para chás, chás a granel, temperos e especiarias da região, souvenires de Ushuaia, itens de decoração, tudo muito delicado e fofo.

O café da manhã é servido Casa de Té.

Localização

O Hotel está à 7km do centro, o que é ótimo pois é pertinho para pegar o carro, transfer ou um taxi (sempre tem um na frente do hotel 😉)  e se deslocar até a cidade, mas longe o suficiente para você se sentir rodeada pelo bosque fueguino e montanhas nevadas, aliás o caminho até o Hotel Cumbres del Martial é lindo e já antecipa um pouco a beleza que você encontrara lá.

Do hotel você ainda terá a vista privilegiada do Canal do Beagle, o que sempre te lembrara que estás no final do mundo, em meio a um autêntico e incrível bosque fueguino, mas com todo o conforto do mundo.

Nossa Hospedagem

Nós nos hospedamos na habitação superior Chocolate e adoramos a experiência, o chalé além de funcional é romântico e acolhedor, destaque para vista que deixa tudo mais especial e para a cozinha muito bem planejada, o que possibilitou bons momentos cozinhando e contemplando o bosque e o canal Beagle.

 

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Nosso roteiro em Punta del Este

A primeira vez que tínhamos ido em Punta del Este era inverno, a cidade estava quase vazia e infelizmente ficamos poucas horas no local já que estávamos com uma excursão e Punta seria apenas uma passagem do roteiro. Sim, estava tudo errado hehe, mas para uma coisa serviu, ficamos com vontade de voltar, de preferência no verão e com tempo para desfrutar a cidade.

Nossa Chegada a Punta del Este

Pois bem, chegamos na cidade animados em uma quinta-feira à noite, entramos por uma via que acredito não ser a mais utilizada por turistas e me assustei um pouco com a região, só um pouco. Mas foi só entrar em Punta que a coisa mudou, seus grandes prédios e ares cosmopolitan nos deram boas-vindas mesmo àquela hora da noite.

Nossa Hospedagem

Fomos direto para o estacionamento que fica em frente ao principal cartão postal da cidade Los Dedos ou La Mano, o estacionamento é gratuito para pernoitar, tinha guardas e ficava no coração da cidade, não podíamos pedir mais nada, era a nossa casa de frente para o mar e com vista para Los Dedos. A Grandonna ficou ali pelos próximos 3 dias e se não tivéssemos compromisso no Chile iria ficar por mais uma semana no mínimo.

Nosso Roteiro

1º Dia:

Acordamos cedinho e fomos caminhar na Rambla e conhecer os arredores, que programa maravilhoso, a Rambla de Punta del Este é linda assim como a vista, fomos até o Santuário de La Virgen e depois voltamos pelo centro. Ah, um detalhe como a cidade “dorme tarde” as coisas abrem mais tarde, tipo lá pelas 09:30am ou mais tarde.

Uma dica, o melhor horário para tirar aquela fotinho no Los Dedos sem mais ninguém para atrapalhar é antes das 08:30, pegamos os Los Dedos só para nós e pudemos tirar fotos tranquilamente, e quando estávamos saindo já estava chegando 2 ônibus lotados de turistas.

Depois de tomar aquele café da manhã decidimos aproveitar a Praia Brava, onde fica Los Dedos, uma praia com ondas fortes e que estava com águas clarinhas, o dia estava propício para praia e o movimento nela era grande, curtimos a praia até as 13:00 horas, ah coisa boa.

Na Praia Brava eu vi duas escolinhas de surf que atendiam adultos e crianças, fiquei com muita vontade, mas o orçamento não permitiu hehe. Fica a dica se vier com tempo! 😉

Depois do almoço, no meio da tarde, foi hora de sair para conhecer outra parte da Península, e fomos andando pela Rambla mais uma vez, fizemos este dia tudo caminhando e foi super tranquilo, além de gostoso.

No outro lado conhecemos o início da Praia Mansa, que na verdade é o Rio da Prata que mais parece um mar pela sua imensidão. Uma prainha sem ondas, com menos vento e uma faixa de areia menor. Eu ainda prefiro a Praia Brava, mas acredito que com criança a praia Mansa é uma ótima pedida.

Saindo da praia mansa, fomos desfrutar da linda Rambla indo em direção ao Porto de Punta del Este, nesse trecho a Rambla que é linda fica divina e ganhou um selinho nosso de “Rambla mais linda do Uruguai”. As palmeiras, o gramadinho na frente, tudo muito cuidado, sem falar na vista para a bahia que convida para uma pausa e foi exatamente que fizemos, estendemos a canga e tivemos ótimos momentos contemplando tudo.

Depois disso, continuamos em direção ao Porto, entramos nele, vimos os luxuosos iates e os fabulosos veleiros, já falei que sonho em viajar em veleiro?! Hehe quem sabe um dia?

Quando estávamos lá vendo os iates avistamos um Lobo Marinho e foi aquela festa, amo ver animais assim na natureza, foi muito legal ver alguns deles tão de pertinho, os danadinhos moram bem hein.

Quando achamos que o Porto tinha acabado, um cara passou e disse para continuarmos andando que tinha mais coisa, andamos até avistar um barzinho muito legal e uma ponte, mas o que nos aguardava era uma baia linda, já era final da tarde e as águas já estavam com aquele brilho dourado, a Rambla naquele ponto fazia a volta da península e proporcionava um verdadeiro espetáculo, andamos de mãos dados curtindo o lindo final de tarde, até encontramos uma estrutura de pedra que entrava no mar e deixava a paisagem ainda mais legal, local incrível para uma fotinho e para sentar e agora sim ver o pôr do sol.

A noite em Punta del Este é animada, tem várias opções, entre shows, cassinos, barzinhos badalados e restaurantes finos, nada disso combina muito com a nossa viagem low cost, mas mesmo assim adoramos a noite em Punta, a rua principal do centro é a Gorlero, é cheia de cores e movimentos, várias coisas para ver, adoramos passear por lá.

Dia 2º

No segundo dia foi dia de novamente aproveitar a praia Brava, conhecer o farol de Punta del Este que é lindo, aliás o Uruguai tem faróis lindíssimos, e também aproveitamos para ir até Punta Ballena na Casapueblo e deslumbrar com mais um pôr do sol cinematográfico.

Foi na ponta de Punta del este onde ocorre o encontro do Rio da Prata e do oceano Atlântico que resolvemos colar a primeira bandeira na Grandonna, a ideia é colarmos uma bandeira em todo os países que passarmos, sempre em um momento em que estamos muito felizes com o país, não poderíamos ter escolhido melhor lugar no Uruguai.

A noite fomos conhecer a tradicional Feira de Artesanato de produtos de artesões locais, ela fica na Plaza Artigas no centro de Punta del Este, e nos deparemos com lindos quadros, joias e artesanatos no geral. O que eu mais gostei foi os quadros, pena que não cabem na Grandonna hehe.

Fomos embora de Punta del Este com o coração partido, certo que voltaremos novamente para aproveitar mais!

Tem vídeo no canal sobre os nossos dias em Punta del Este com dicas, confira 😉

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Abraços.

Ju & Marcel

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