O que falar deste lugar que eu amei tanto que queria viver lá?! Tulum é o paraíso na terra<3

Primeiro de tudo, eu amo o mar, sou totalmente fissurada por praias. Segundo, acho muito interessantes lugares com passados repleto de histórias. E quando se trata de Tulum a combinação entre a história e a natureza tem uma sinergia tão harmoniosa que você acaba entrando nesta atmosfera. A sintonia das areias branquinhas com a água turquesa esverdeada a poucos passos de relíquias arqueológicas é de tirar o fôlego. Ir para Tulum é se preparar para ser surpreendido!

Tulum situa-se ao longo da costa do Mar do Caribe, no sudeste do México, no estado de Quintana Roo, numa região conhecida como Riviera Maya. Está a cerca de 125 km de Cancun e 60 km de Playa del Carmen.

História

Tulum é um termo Maia para definir barreira ou parede, as ruínas trazem consigo a história dos seus antigos construtores: os Maias. As construções são de aproximadamente 500 dc, na época ela era uma das mais importantes cidades portuárias para este povo, foi fundamental para as rotas comerciais dos Maias e na exploração das riquezas marítimas da costa da atual Quintana Roo. No sítio arqueológico é possível ver toda a inteligência e engenharia utilizada nas construções e estruturação da cidade, cercada por muralhas protetoras.

Uma das construções mais famosas é o Castelo (El Castillo), ele foi fundamental para a navegação na época pré-hispânica do México, já que era utilizado com farol, virando referência para os navegadores evitarem os perigos de uma das maiores barreiras de corais do mundo.

El Castillo

 

A cidade tinha cerca de cinquenta construções, entre edifícios governamentais, residenciais e religiosos. Nela vivia apenas pessoas consideradas importantes como: astrônomos, matemáticos, engenheiros. As pessoas que não se enquadravam neste círculo viviam fora dos limites da cidade.

Tulum permaneceu habitada até a chegada dos espanhóis, sendo abandonada totalmente no século XVI. Vários estudos arqueológicos, informam que ele foi um importante centro de culto, em homenagem ao “deus descendente”. Ainda no início do século XX, alguns índios de aldeias próximas a Tulum levavam oferendas para o local, mas o aumento de turistas na área terminou esta tradição.

 

Acesso

Eu considero o acesso as atrações da Riviera Maya excelente, por dois fatores:

1° Praticamente todas envolvem a Carretera Federal 307, que é a principal rodovia da região, mais conhecida com Carretera Cancun-Tulum. Não tem erro.

2° Os variados tipos de transportes oferecidos para chegar até lá. Você pode alugar um carro, as ruas são ótimas para dirigir e tem estacionamento em todas as atrações. A companhia de ônibus ADO oferece linhas que saem de Cancun e Playa del Carmen, além da possibilidade de comprar tours e excursões antes.

Todas estas formas são ótimas, mas a minha dica de ouro é utilizar as vans (coletivos) que saem Cancun e Playa del Carmen, é o transporte dos locais, mas caiu na graça dos turistas pelo baixíssimo preço, pagamos em 2015 de Playa del Carmen a Tulum R$ 3,00 por pessoa para uma van climatizada. Para pegar a van é só se informar o local em qualquer restaurante das duas cidades, quando utilizamos, pegamos a van a 4 quadras da beira mar, normalmente tem vans saindo a cada 15 minutos. Na hora de voltar também é fácil, sempre tem vans nas saídas das atrações e partem assim que fica cheia (o que não leva muito tempo).

Coletivo saindo de Playa del Carmen para Tulum

Tanto o ônibus como o coletivo vão te deixar na Carretera Federal, na frente da estradinha de aproximadamente 1 km que te leva a entrada do sítio arqueológico. Pelo caminho há várias lojinhas e barracas que oferecem tours variados. É possível fazer este caminho de trenzinho, que na época custava R$ 4,00, mas preferimos andar, típico de mochileiros ;P. Mas avalie a possibilidade do trenzinho caso esteja com crianças ou em dias muito ensolarados, já que a caminhada pode ser exaustiva em dias assim.

O Parque Arqueológico

 

Maquete de Tulum no Parque Xel-Há 

 

Hoje o sítio arqueológico é visitado por milhares de turistas diariamente, existe vários tours que explicam as curiosidades e fatos históricos aos visitantes, quando fomos tinham guias que inclusive falavam português, mas por uma questão de economia (mochileiros de plantão sabem como é) preferimos ir sem guia. Uma coisa boa que percebemos é que sem guia, significa também sem excursão de turistas ao teu redor, o que nos permitiu uma maior liberdade para explorar de acordo com o nosso ritmo e gosto.

Mesmo sem guia, para entrar no sítio é necessário comprar as entradas na bilheteria do parque, então uma dica é chegar cedo para evitar filas e se afastar das excursões para conseguir apreciar o lugar sem a algazarra dos grupos. O preço em 2015 estava 64 pesos em média R$ 13,00 reais. Vale cada centavo. 😀

A visitação ocorre diariamente das 8h às 17h, mas fique atento que o último horário para entrar é as 16h30, as visitas em média duram duas horas, mas tudo depende do seu ritmo e do quanto você quer aproveitar o local. É permitido entrar com comidas e água, mas lembre-se de não deixar nenhum vestígio de sua passagem.

Recomendo fortemente levar água pois o lugar é muito quente, quente mesmo, e só tem venda de bebidas na área de chegada do parque, ou seja, compre e leve, você não vai querer ver tudo correndo porque esqueceu água.

Há vários mirantes lindos de tirar o fôlego, uma escadaria de madeira dá acesso à uma pequena praia maravilhosa para um banho de mar. Como Tulum é muito quente prepare-se para um dos melhores banhos de mar da sua vida hehe.

 Aquele banho de mar  🙂 
 

Praia Paraíso

Saímos de Tulum depois de algumas horas apreciando e resolvemos ir para a praia ao lado, a Praia Paraíso, que faz total jus ao seu nome.

Caminhamos até a praia que fica ao lado das ruínas (uns 500 metros), no caminho tivemos a sorte de encontrar um tiozinho vendendo o melhor picolé de coco do mundo! (já falei que estava muito quente? Hehe) Era um picolé de coco caseiro inesquecível, claramente com mais fruta do que qualquer outra coisa, não tinha nem rótulo, totalmente artesanal. 😉

Da praia é possível ver as ruínas, por um outro ângulo super legal de Tulum. O mar estava perfeito, aquele azul  esverdeado único. Pela faixa de areia tem alguns restaurantes, barzinhos e beach clubs, é possível alugar sombreiros, cadeiras e bangalôs. Escolha um de sua preferência e aproveite toda a maravilha de uma bela praia caribenha.

Nós escolhemos um restaurante simples, pé na areia, não me recordo o nome, lembro que ele nos chamou atenção pelos balanços super charmosos. Como praieiros que somos passamos o resto do dia neste paraíso.

Eu ainda volto para conhecer todas as praias e passar dicas mais precisas de restaurantes em Tulum 😉

 

Curiosidades:

  • O local é cheio de iguanas e lagartos que convivem super bem com os turistas, alguns parecem até posar para as fotos, com todo o orgulho e superioridade de quem mora neste paraíso.

  • Se ficar hospedado em Tulum, lembre-se que a energia é de gerador (limitada) e a água nem sempre é quente.
  • A rede elétrica não chega à beira-mar, os hotéis e pousadas se intitulam “eco” e costumam oferecem yoga ao invés de ar-condicionado ou TV.
  • O parque é a única zona arqueológica estabelecida na beira do mar e o terceiro sítio arqueológico do México mais visitado, ficando atrás apenas de Teotihuacan e Chichén Itzá.
  • Em suas origens, Tulum foi nomeada Zama que significa Amanhecer.
  • Segundo historiadores, as embarcações maias que partiam e chegavam a Tulum não utilizavam velas, apenas remos. As embarcações precisavam atravessar a barreira de corais, visível durante o dia, nas águas cristalinas.
  • Tulum foi a última cidade que os maias habitaram e a única em frente ao mar.
  • Acredita-se que viviam cerca de 20.000 Maias em Tulum.
  • São oferecidos em Tulum tours de snorkel ao redor da barreira de corais que fica em frente às ruínas.

 

 

Estas foi a nossa experiência em Tulum e algumas dicas 😉 Se você ter mais alguma compartilhe conosco!

Beijos

Ju & Marcel

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